Jô derruba SL em só 14min

Hoje teve uma entrevista no Programa do Jô sobre o Software Livre, com o Sérgio Amadeu e o Júlio Neves, figuras de destaque do Software Livre nacional. O tema foi porcamente abordado pelo Jô, que estava de má vontade e não abordou os pontos certos, que deveriam ser abordados. Já o Sérgio Amadeu foi ansioso e talvez pego de surpresa, se preparando para uma entrevista bem diferente da que foi ao ar, talvez mais amigável e compreensiva. A questão do tempo também é histérica: Com só 14 minutos, menos da metade da entrevista anterior, que foi sobre um policial palhaço que não tem a mínima relevância, a entrevista demonstra que o Programa não tem a mínima consideração por Software Livre.


Eu enviei um e-mail para a redação do programa, cobrando mais seriedade e uma reconsideração da forma como eles abordaram o tema. Aqui vai o e-mail na íntegra:

Olá,

Me chamo Elias Amaral, moro em Natal/RN e sou estudante universitário. Eu estou escrevendo este e-mail para expressar meu descontentamento com a entrevista com Sérgio Amadeu e Júlio Neves sobre Software Livre, no programa do jô exibido no dia 05/10. Primeiramente em termos de tempo: foi concedido somente 14 minutos à dupla, enquanto o policial anterior ganhou mais de 30 minutos com um assunto bem menos relevante. Aparentemente, a entrevista foi cortada no meio devido aos entrevistados terem se “enrolado” com as perguntas do Jô. Mas é justamente em torno delas que chego até a ficar indiginado.

Após as perguntas introdutórias, sobre o que é, diferença de livre pra grátis, etc., as perguntas de Jô Soares giraram em torno do conhecimento do usuário, as necessidades de quem já usa Windows, etc. Como abrir um documento, poder edita-lo, etc. Mas o Jô esqueceu-se de citar aspectos até mais importantes, como a inclusão social que proporciona e a diminuição da pirataria em nosso país, já que apesar de software livre não ser uma questão de preço, muitas das mais importantes distribuições Linux, como o Ubuntu, a Fedora e o Debian não apresentam custo algum. Aspectos como a eficiência na gestão pública e o crescente apoio de governos e empresas no mundo inteiro à adoção de software livre denunciam a falta de trato que o programa deu ao assunto. O Jô, ao invés, preferiu se concentrar em questões menos relevantes para a utilização de Software Livre no país.

Pode ser até que houve algum nervosismo ou ansiedade dos entrevistados, visto a visível falta de confrontação por eles apresentada. O Sérgio Amadeu e o Júlio Neves são pessoas fantásticas, com um amplo trabalho em prol do Software Livre, mas talvez estivessem em um dia ruim, não sei. Mas ao invés de entender e dar a eles uma conversa mais amigável, o Jô preferiu confrontar diretamente as opniões, como num debate. É claro que, tendo sido feito um estudo sobre o caso, o Jô já sabia as respostas para as perguntas que ele fez, e sabia que o Linux não era esse bicho de sete cabeça todo. Mas mesmo assim continuou pressionando e desacreditando os entrevistados. Por exemplo: Qualquer usuário do OpenOffice, suíte office mais popular do ambiente Linux, sabe que basta clicar em Arquivo -> Salvar como… e escolher um dos formatos do Microsoft Word (como .doc ou .rtf) para enviar um documento de texto à algum amigo que use a suíte da Microsoft. Exatamente como se faz no Windows, até os menus são iguais. É claro que os entrevistados poderiam constatar isso facilmente, mas eles se enrolaram e o Jô não ajudou, não. Isso ocorreu diversas vezes na entrevista.

Outra questão mal abordada foi a do preço. A comparação do Jô do Software Livre com a prática de dar de graça e depois cobrar foi absurda. Não foi exagerada não, foi absurda mesmo, até legalmente falanto. Realmente há aproveitadores, pessoas interessadas somentee em lucrar com o Software Livre. Mas o que foi esquecido de ser mencionado foi licensiamento dos programas, o legalês da coisa. Existe um tipo de Software Livre chamado copylefted, cuja a redistribuição e modificação precisa também ser livre. E felizmente são maioria: um exemplo notável de Software Livre copylefted é o Linux. Nesse caso, não há possibilidade de quem produz “desistir” do Software Livre e dizer: “Agora vocês vão ter que pagar”. Eles podem até começar a vender, se quiserem, mas a análise, o uso, a redistribuição e a modificação serão sempre livres, por qualquer um que tenha acesso ao programa. É por causa dessas quatro liberdades que se tem “Livre” no nome, afinal. E tenho certeza que o Jô sabia disso.

Essa liberdade centrada em quem usa, e não em quem vende, é o que atrai tanta gente para o mundo do Software Livre. Acima do modelo de desenvolvimento superior, menos livre de erros, e o livre acesso ao código fonte para uso e estudo, até. E “mundo” não é um exagero aqui – além do imenso tamanho, a comunidade de Software Livre desenvolveu uma cultura própria, de trabalho voluntário e ideais sobre como o Software deveria ser distribuído. O modelo injusto que esconde e dificulta o acesso da tecnologia aos países mais pobres e coloca na ilegalidade pessoas de baixa renda é repudiado pela comunidade de Software Livre. É impossível para um país desenvolver uma indústria de Software dependendo de programas proprietários de outros países, e é o entendimento dessas questões que dão o tom ideológico à causa. Esses assuntos não foram abordados nem de passagem pelo Jô.

Eu quero muito acreditar que não houve má fé da parte da produção do programa em relação ao tema, que é sensível à gigantes multinacionais do setor e possui forte lobby no congresso. Mas devido à esses e outros fatos recentes (como a publicação de uma matéria na revista Veja sobre o tema, repleta de disparates) me levam à total descrença em relação à mídia nacional, que deveria ser um instrumento para a defesa dos interesses da população. Devido às minhas críticas ácidas e a contestação imposta, eu não acredito que vocês chegarão a responder meu e-mail. Mas não se preucupem, eu posso superar isso ;-). Eu só gostaria de pedir que a produção do programa e o próprio Jô repensassem a forma como lidaram com o tema, que merecia ser valorizado num espaço tão importante que é o Programa do Jô.

Sinceramente,

Elias Gabriel Amaral da Silva

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24 Responses to Jô derruba SL em só 14min

  1. Gabriel Rodrigues disse:

    Olá Elias Gabriel,

    Acho interessante que você também procure entender que o papel de divulgar o Software Livre não era do Jô e sim dos entrevistados. Eu ainda penso que o Sérgio Amadeu colocou o “carro na frente dos bois” assim acabou de falando coisas que não eram importantes. A questão é que não era necessário entrar em aspectos técnicos como o mesmo entrou, pois isso não contribuiu para responder a pergunta de nenhum dos telespectadores.

    Sinceramente seria muito mais proveitosa a entrevista se o Julio estivesse lá representando a comunidade sozinho, posso estar enganado, mas acredito que ele tem muito mais experiencia para expressar o objetivo do Software Livre e com certeza ele teria entrado em todos esses aspectos de inclusão social que você citou.

    Atenciosamente,

    Gabriel Rodrigues

  2. Gláucio de Araujo disse:

    Além disso (que está no comentário do Gabriel) me pareceu que o Amadeu estava mais para um defensor e especialista em “Open Source” do que alguém realmente afinizado com os conceitos e princípios mais fundamentais do “Software Livre”.

  3. Luis Haroldo de Mattos disse:

    Senhores:

    Sou do tempo em que funcionários da IBM falavam que a Empresa não suporta sistemas operacionais amadores. Pode parecer brincadeira mais escutei isto quando esta estudando a possibilidade de usar o Tivoli para gerenciar nossa rede. Hoje a IBM investi pesados recursos em Linux.
    Meu chefe não sabia o que era Software Livre, mesmo porque livre ou não software não eram comprados. Qual a diferença em falarmos do Custo Total de Propriedade, ou utilizar os recursos de licenças em outras coisas mais importantes.
    Com trabalho árduo, e confesso que há muito o que se fazer ainda, tenho hoje a satisfação de usuários corporativos me procurarem para instalar Linux em seus computadores, porque estavam acompanhando os progressos do sistema na Empresa e também queriam fazer parte deste novo mundo.
    Tudo isto para dizer que falou-se 14 minutos, não satisfatórios para nós, mas falou-se sobre software livre no Programa do Jô.
    Acredito que se nós continuarmos nosso trabalho, logo teremos espaço no Globo Reporter, que é o meio adeqequado para divulgar esta revolução.
    Concluindo, o PM Metaleiro foi muito mais interessante, divertido e muito mais adequado ao horário. Aceitem o fato de que discutir Software Livre de madrugada não interessa para a maioria da população. Porque será interessante para o Jô?

    obrigado

    Luis Haroldo de Mattos

  4. Sergio Lopes disse:

    Elias, Vi a entrevista ontem e li os seus comentários e outros sobre o tema. Parece que os comentários neste espaço são mais lucidos e menos providos de fanatismo do pessoal ligado a tecnologia, sou Analista de Segurança e até por minha função, tenho que ser crítico e imparcial quanto a questão de Software Livre ou Proprietário, primando pelo binômio custo qualidade. Acho que há uma inversão de valores, quando se define que um tema é menos ou mais relevante, pois depende do público alvo, assim pode ser que para maioria do público do Jô, SL não seja relevante, igual a plantação de feijão no espaço, o que acontece é que quem esta disposto a dar a cara a tapa tem que estar preparado para falar com qualquer platéia, seja leiga ou especializada no assunto, e no caso do Jô o público é leigo no assunto, assim uma abordagem sobre não precisar “Piratear” e “Estabilidade”, talvez tivesse mais efeito. Culpar o Jô é o mais fácil, porém sob o “MEU PONTO DE VISTA” enquanto o SL estiver no campo ideológico e não comercial a penetração no mercado comercial e residencial será lento.

    Grato

    Sergio Lopes

  5. Duda Nogueira disse:

    Concordo com tudo e assino em baixo.

    A abordagem foi errada.

    Ou não passaram um roteiro basico pro Jo Soares, ou eles não tinha em metne exatamente um ponto a atacar (Independencia Tecnologia? fim de monopolio? Segurança? Inclusão Social? Modelo de desenvolvimento?).

    Acho que a abordagem tinha que ser mais realista, e poderia começar com a resposta: Qual a consequência do uso de Softwares Proprietarios piratas para o cenário “macrotecnológico” do Brasil?

    A partir dessa perspectiva mais realista, que mostra o que no que o software livre afeta direta e indiretamente o nosso pais, o nosso governo, nossas escolas, creio que poderia ter mostrado a real importância do SL.

    falei!

  6. Que confusão disse:

    Que confusão. Queria saber como por linux no meu PC de graça. Se alguem puder me dizer como eu agradeço porque outro dia entrei na loja e tavam combrando uns 160 reais por um Linux. Desanimei …

  7. Juliano Alves disse:

    Estou revoltado e extremamente decepcionado com a ebtrevista também, o “tal” Sérgio Amadeu encheu a boca pra falar o que ele era e o que fazia, mas foi com muita sede ao pote para falar sobre o tema para apenas mostrar o que e o quanto sabia. Não estou questionando o conhecimento dele, deve ser um mar de conhecimento, mas de profundidade mínima. Ele nem se quer foi capaz de responder ao Jô quando este perguntou sobre um sistema também gratuito de nome parecido… entrei em pânico gritando de madrugada acordando minha esposa:

    – “unix” pelo Amor de Deus “FALA UNIX!!”

    Total despreparo! o Júlio aliviou o vexame mas infelizmente o Sérgio Amadeu se deu o trabalho de olhar para o próprio umbigo e se esqueceu da comunidade.

  8. Filipe disse:

    Discordo de alguns acima em alguns pontos. No horário do Jô não é atrativo falar sobre software livre? Depende apenas da forma abordada. Conheço o Julio Neves inclusive pessoalmente e sei que sua metodologia didática é muito boa. Como bom carioca que é ele consegue passar a mensagem de uma forma agradável, extraindo inclusive risos de sua platéia.

    Conhecimento no final deve ser passado de uma forma simples, de uma maneira agradável e não algo pesado e cheio de detalhes.

    Se eu chegar e falar com vocês sobre a Macroeconomia da geopolítica da Mesopotâmia garanto que todos vocês não entenderiam nada, já que é uma cultura passada e somente um historiador tem a capacidade de explicá-la. Agora se falar sobre a mesma cultura, dizendo que na Mesopotâmia todos os homens a partir dos 14 anos lutavam em guerras todos entenderiam com facilitadade.

    Conhecimento é para todos e não para ser limitado. Podemos explicar o mesmo assunto de diversas formas. Meu pai, em uma de suas aulas de física, explicou para adolescentes sobre atrito. Ele simplesmente explicou isso falando a respeito de beijo. Com toda certeza todos aqueles adolescentes até hoje se lembram sobre o tal do atrito.

    Tudo é uma questão de como se passa o conhecimento. O Julio Neves sabe passar desta forma simples seu conhecimento. A pena é ele não ter tido mais espaço para dissertar. Se tivesse esta entrevista ficaria pequena com 30 minutos.

  9. SouLivre disse:

    Assistir a entrevista e nenhum dos entrevistados vacilaram. Eles não conseguiam se pronunciar três palavras e o Jôs os interrompia.
    Foi uma enxurrada de pegunta sem resposta.
    A primeira entrevista foram dois blocos.
    A de software livre foi apenas um.
    Fiquei bastante desapontado com o programa.
    Creio que o tempo do software livre estava marcado para ser aquele mesmo e por isso foi um fisco.
    Não tiveram tempo de falar o que é, deferença de gratis e livre, as liberdades de uso, usabilidade prática e produtiva.
    Isso não manchou em nada o software livre.
    A nossa força está no uso prático/produtivo, estabilidade e segurança.

  10. Thales Chácara disse:

    Se Jô Soares entrevista-se “apenas” o Julio Neves estariamos comentado arrespeito do sucesso da mensagem SL para população brasileira. Simples e descomplicado.

    Sérgio Amadeu conversa em linguagem binária somente quem entende do assunto poderia entender do que ele estava falando.

    Tenho certeza que os dois entrevistados são competentes mas, Julio Neves conduziria a entrevista de uma forma objetiva e passaria a mensagem adequada.

    Por enquanto tenho esperanças de que o assunto volte ao programa e que tenhamos de um lado um entrevistado mais adequado e do outro um tempo maior do que o oferecido.

  11. Daniel disse:

    Concordo TOTALMENTE com o Elias.
    N acho que seja fanatismo.Acredito que para todo o mundo SL seja mais importante do que um retardado palhaço.Isso é o q vai substituir o Windows.Coisa quue a maioria do povo usa.

    Espero q a Globo responda a esse e-mail 🙂

  12. Renato disse:

    Maioria do povo usa Windows? Meu amigo, a IMENSA maioria da população não sabe nem o que é um computador!

    Concordo que o Jô não errou, quem atrapalhou foi esse Sérgio Amadeu…

  13. Paulo disse:

    Elias, creio que o Jô não tenha culpa sobre o desempenho dos entrevistados. Ele começou a entrevista com uma pergunta basica, dando oportunidade deles iniciarem esclarecendo q “livre” não é “gratis”, etc etc. Todas as perguntas do Jô poderiam ser rebatidas através de fatos, e de exemplos mais sólidos e simples. O rumo que a conversa foi tomando é que impediu que se falasse no SL como instrumento de inclusão digital, etc etc etc.

  14. Daniel Cabral disse:

    A entrevista foi um total fiasco. Não há o que reclamar. Quem estragou foram os entrevistados. A primeira entrevista com o policial roqueiro deixou a platéia empolgada e muito entretida (e até erros de português ele cometeu). Eu liguei a TV apenas para a ver a entrevista do SL mas sinceramente foi tão ridula que fiquei contente em ter tido uma outra tão divertida como a do policial.
    O Jô Soares não tem culpa de nada. Os entrevistados é que não tinham o menor preparo e por isso falaram coisas inúteis para os espectadores e não souberam dar uma resposta sequer objetiva. Obviamente o Jô não vai dar mole de deixar o seu programa no comando de 2 nerds malucos. Ele foi logo cortando os dois e encerrando a entrevista já que até para quem convive com o SL estava uma decepção assistir aquilo… imagine para os leigos.
    Foi uma grande oportunidade perdida, mas agora já era. Não há nada a fazer e tentar ficar com ódio da Globo também não resolverá nada.

    Abraços

  15. Interessante tudo que ocorreu, isso serve e muito para o amadurecimento “livrianos”, eu particularmente se fosse o Jô faria o mesmo quem tem que explicar o que é o Software Livre (SL) são eles, senão eu mesmo explicaria e duraria menos de 14 minutos.
    Eu ainda vejo que a sociedade SL devia cultuar menos alguns famosos só porque começam a dar entrevista e aparecer na mídia, talvez se chamassem o “Zé Ninguém” que vive está realidade todo dia, tendo que explicar para os que não entendem a filosofia SL se sairia melhor…
    Não vejo oportunidade de correção e até pegava mal, pensem se toda vez que Bill Gates dizesse besteiras e quizesse corrigi-las. 😉

    Abraços.

  16. Buscator disse:

    Pessoal
    Como quase toda comunidade, achei a entrevista um fiasco, depois fiquei
    até com vergonha de ter indicado pra alguns amigos leigos. Fiquei
    ali..grudadão até de madrugada..só esperando aquele PM que foi engraçado um tempo mas depois se repetia, achando que os caras iria
    dar um show, e que sem entrar em tecnicismos como código-fonte (que já
    começou embaçando a entrevista…), eles iriam arrancar aplausos de uma
    platéia pasmada com os poderes do XGL, do incrível acervo de softwares
    livres com equivalentes iguais ou melhores que os propietários, da
    segurança do sistema, de que o custo maior é apenas capacitar as
    pessoas, incutir nelas conhecimento…E no final sai aquilo??
    Sinceramente, difícil entender.
    Só dou um desconto um desconto maior
    porque o senhor Jõ Soares é um péssimo entrevistador, arrogante quando
    não consegue entender do assunto, e bajulador quando lhe interessa. Se fosse um FHC duvido que ele trataria com aquela má vontade…só passo raiva assistindo aquele cara, no fundo o que ele quer é fazer teatro exibicionista e
    piadinhas sem graça com a maior parte dos entrevistados. É o típico astro de FEBEAPÁ (Festival de besteiras que assola o país). De qualquer
    forma, bola pra frente..chances outras haverá!
    Abços!
    Buscator

  17. makeall disse:

    Não devemos esquecer de diversas outras entrevistas que o nosso caro entrevistador realizou. Vou lembrar apenas de duas: A mais marcante e triste foi a do escritor J. J. Benitez autor da obra Operação Cavalo de Tróia que foi literalmente expulso do sofá do Jô! e outra a de um dito especialista de Inclusão digital que sequer falou em algum tipo de inclusão quem dirá digital!!! Acho que devemos associar o tema com outros bem marcantes como o padrão escolhido para TV Digital no Brasil e da insuportável coincidência do Ministro do MiniCom ter sido por longa data da rede Globo!

    Infelizmente nessa emissora nunca veremos divulgações válidas e positivas para a comunidade SL pois assim como para empresa de software proprietário maquiavélica está a Microsoft para emissora de TV maquiavélica está a Rede Globo!

  18. […] Forma sem contedo – J derruba SL s em 14 min […]

  19. phpones disse:

    Acabei de ver a entrevista no YouTube e faço minhas as palavras do Daniel e o Marcello (comentários 14 e 15).
    Quem estragou a entrevista foi o Sérgio Amadeu, não foi o Jô. O Júlio até que sa saiu melhor, se a entrevista fosse só com ele, teria sido 100% melhor… mas toda vez que ele ia falar, o Sérgio atropelava ele. Começar falando de código fonte, compilar e tal… Deveria ter lembrado que ele não estava numa conferência técnica.
    Achei que o Jô conduziu bem a entrevista, como ele sempre faz… problema dos entrevistados que se enrolaram com as perguntas dele.
    Por exemplo a pergunta sobre abrir os documentos do OpenOffice no Word. O Sérgio fez igual a maioria dos fanáticos do mundo SL, tentando “dar o migué” falando que pode exportar pra PDF e tal. Era só responder sim ou não, e não ficar enrolando pra tentar mostrar que se fizer isso ou aquilo o negócio funciona.

  20. […] bom… um dos ultimos fusues da internet (pelo menos por aqui pelo wordpress) foi a entrevista do Sérgio Amadeu e do Júlio Neves no programa do Jo de sexta-feira. interessante eh verificar a diferenca entre a ‘propaganda oficial’ (do link acima) e a repercussao efetiva da entrevista. muito se falou da falta de informacoes do jo, do fato da globo que tem mais de 4000 licencas de rwindows ter feito a entrevista um desastre e etc… mas a questao eh: software livre eh realmente relevante para o usuario leigo? eu sou programador, mexo com informatica ha nao-sei-quantos-anos e digo: nunca usei software live como software livre, e sim como software gratis. […]

  21. Guilherme Yan disse:

    Poderiam ter levado o Morimoto. 🙂

  22. ChemonZ disse:

    Quer saber a minha opinião?? quem tinha que estar lá é o Richard Stallman…. aí sim. O Jô fala inglês fluente…. ia ser rox a lot. O pai do Software Livre explicando em uma liguagem simples.

    PS: A analogia do software livre com um “bolo” é de autoria de Stallman ok?

  23. Daniel disse:

    replies;
    ~A maioria da população não sabe o q eh pc…mas num dexa d a maioria usar Win duh!

    ~O desempenho dos entrevistados foi bom,o Jô que pôr pressão e ficou dizendo q vai ser pago.Afirmando como se o Júlio tivesse errado pow! o Jô é um idiota.

    ~devia ter levado sim o marimoto

    ~vcs q falam d o Júlio n é preparado,n sabem o que estão falando.

    ~O JÕ pôs muita pressão,como o Elias diz no email.

    ~acho que seria melhor se num tivesse ido,e se tivese,fosse uma entrevista sem o gordo(n seu o nome,mas até q ele ajudou um pouco ;/)

    ~o grande culpado foi,com certeza o Jô e os cortes absurdos!!!A Globo num sabe nem fazer um corte putz!!Vai ver um AMV feito por qm nem eh proficional…é melhor q aquilo!

  24. marlize disse:

    eu queria saber quem é aquele padre que estava no jô dia 11/11/2006,pois peguei o bonde andando.e achei muito legal.
    de que congregação e de que cidade.
    obrigado pela atenção.
    marlize

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